Aconteceu nesta terça-feira em nosso salão de eventos no período da tarde. Durante a palestra foram abordados temas com a preservação do patrimônio histórico do nosso município. Os palestrantes divulgaram um abaixo assinado on-line que […]
Aconteceu nesta terça-feira em nosso salão de eventos no período da tarde. Durante a palestra foram abordados temas com a preservação do patrimônio histórico do nosso município.
Os palestrantes divulgaram um abaixo assinado on-line que tem por objetivo colher assinaturas através do link (https://forms.gle/79wNotA1HFM61hATA). Trata-se de uma resposta do IHGGI- Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Itapeva e da sociedade civil de Itapeva/SP, em relação ao status do bem patrimonial histórico, arqueológico e ambiental denominado Fazenda Pilão d’Água aqui entendido como Complexo Pilão d’Água situado ás margens de rodovia 258 (Francisco Alves Negrão-SP), km 244, que passa atualmente por provações e corre risco eminente de destruição total devido ao abandono há décadas.
O objetivo geral deste documento é contribuir com a gestão pública deste patrimônio cultural material, que tem diversas variantes com a história do povo brasileiro.
A fazenda Pilão ‘Água foi uma das maiores e mais longevas fazenda de invernagem de mulas e burros, ligada ao tropeirismo. O muro de taipas, de pedras encaixadas, foi mapeado e estudado do Rio Grande do Sul até Itapeva. Na nossa região, sudoeste paulista, é a fazenda Pilão’ Água que possui o último exemplar destas estruturas de pedras, o que já indica o “poder” desta fazenda ao longo dos séculos XVIII, XIX e início do XX. Além do que foi colocado acima, a fazenda está relacionada a outro território que conta a história afro-brasileira regional relacionado ao denominado Quilombo do Jaó, fundado em 1889 após o fim da escravidão.
Hoje, o Complexo Pilão d’água porta os últimos testemunhos da origem de Itapeva e do vínculo histórico-cultural com o sul do Brasil, da presença marcante do Tropeirismo na região sudoeste paulista.
Através, destas e muitas outras informações que seguramente ampliam o complexo da fazenda como bem inalienável.
Para melhor entendimento sobre o complexo histórico, arqueológico e ambiental da fazenda recomendamos a leitura dos seguintes estudos que estão disponíveis no site de “Teses Digitais da Universidade de São Paulo”.
Conhecer para preservar: arqueologia e inclusão social na bacia do Paranapanema superior. Silvio Alberto Camargo Araújo (2012). Páginas 165 a 185.
História e memória do Jaó: um bairro rural de negros, Silvia Corrêa Marques (2001).
Paisagens reveladas: o Jaó caboclo, quilombola, brasileiro Silvia Corrêa Marques. Silvia Corrêa Marques (2012).
Fica nosso agradecimento aos palestrantes pelas informações compartilhadas.
